Carro flex requer cuidado especial com as velas.


O álcool tem um poder mais corrosivo que a gasolina assim sendo alguns itens essenciais para o correto funcionamento do motor merecem um cuidado especial, pois se desgastam mais rapidamente. 

Por exemplo, as velas de ignição devem ser verificadas entre 10 e 15 mil quilômetros. Seu desgaste, nos carros a álcool, ocorre neste período e com isto aumentando o consumo de combustível e uma diminuição na potencia do motor. Frequentemente ocorrem falhas no seu funcionamento. A situação fica muito pior quando o combustível é de má qualidade, que poderá até afetar o motor.

No caso dos veículos com motorização com o sistema flex, a substituição deste componente por aquelas que possuem tratamento com níquel é a correta. O niquel garante maior proteção contra corrosão, evitando os riscos de danos ao motor. Um outro fator que poderá ocorrer eventualmente é que velas comuns podem ficar presas danificando o cabeçote do motor.

Um dos fabricantes nacionais, a Bosch, foi pioneira no desenvolvimento do sistema Flex Fuel e hoje a maioria dos veículos bicombustíveis saem de fábrica com componentes do seu sistema de injeção e ignição sendo equipamento original das nossas montadoras.
Ao fazer a revisão preventiva, quando seu carro for flex, deverá ser exigida a vela especifica para aquele motor. 

Como funciona o sistema de refrigeração do motor do seu carro

Muitos motoristas já ouviram falar, já viram, ou foram vítimas mesmo, de um carro que o motor superaqueceu, ou seja, cuja temperatura do motor excedeu o padrão normal e parou de funcionar. O sistema de arrefecimento é que faz a refrigeração do motor. Poucos se dão ao trabalho de zelar para que esse sistema funcione corretamente e não o deixe na mão. Na prática a maior parte dos motoristas só pede para que o frentista do posto verifique o nível da água e isto não é o bastante. 
A maioria dos motores é refrigerada a água e possuem um sistema de circulação no qual a água percorre os dutos internos do motor efetuando a troca de calor. A água passa pelo bloco do motor e refrigera a parte metálica que se encontra com temperatura elevada, o líquido esquenta e vai para o radiador onde o água é resfriada. Esse sistema faz com que o motor mantenha uma temperatura estabilizada. Para se ter uma idéia das temperaturas internas do motor saiba que no momento da combustão a temperatura chega a 2.000°c  e na saída dos gazes resultantes da combustão gira em torno de 1.300°c .
O sistema de arrefecimento é composto pelos seguintes itens:
Radiador
É o componente constituído de uma colméia cuja finalidade é fazer a troca de calor da água aquecida pelo motor com o ar ambiente a fim de manter a temperatura do motor dentro níveis estabelecidos pelo fabricante.
Reservatório de água ou de expansão
O liquido de refrigeração do motor, normalmente se perderia por expansão ou evaporação, para evitar isso esse liquido é recolhido nesse reservatório de plástico semitransparente para possibilitar a visualização do nível. Desse modo, o sistema é mantido plenamente cheio e assim não requer reabastecimento constante de água, pois é um sistema de circuito selado.
Válvula termostática
Com o motor em funcionamento, ainda frio, o fluxo de água para o radiador fica temporariamente interrompido por uma válvula a fim de facilitar o aquecimento do cabeçote do motor. Em determinada temperatura, variável de acordo com o tipo de motor e combustível, a válvula se abre para que a água circule e retorne ao radiador. A válvula também trabalha para o sentido oposto, quando a temperatura externa é muito fria e o motor tende a esfriar abaixo do mínimo indicado pelo fabricante, fato que inevitavelmente aumenta o consumo de combustível. É totalmente desaconselhável a retirada desta válvula.
Eletroventilador
Trata-se de um ventilador movido pela eletricidade do carro destinado a criar um fluxo de ar através do radiador, principalmente quando o motor atinge certa temperatura para abaixar o calor da água. Ele pode ser acionado por um interruptor de temperatura (cebolão) ou pela unidade eletrônica de comando da injeção. Alguns veículos mais antigos contam com uma hélice, movimentada por correia pelo próprio motor.
Bomba d'água
A bomba faz circular o liquido de arrefecimento dentro do sistema de arrefecimento, ou seja, entre o motor o radiador, sendo acionada pela polia ligada ao virabrequim. Alguns motores contam com bombas elétricas.
Como cuidar do sistema de arrefecimento
É importante uma verificação periódica no reservatório de água do motor. Se tiver dúvidas onde encontrar o reservatório no habitáculo do motor, verifique o manual do proprietário. O ideal é que essa verificação visual seja feita com o motor frio, mas, se não for possível, evite abrir a tampa com o motor quente, pois o sistema é pressurizado e assim a água quente irá saltar se a tampa for aberta repentinamente. Se o nível estiver abaixo do mínimo, será preciso completar a água. Se possível não completar apenas com água, adicionando a proporção necessária do liquido de arrefecimento. No caso da água começar a baixar freqüentemente será preciso levar o carro ao seu mecânico de confiança para averiguar o sistema.
O sistema de arrefecimento deve ser inspecionado ao menos uma vez por ano fazendo a limpeza com o esgotamento de toda a água e analise de todas as mangueiras de borracha e suas abraçadeiras.  Ao efetuar essa rotina a água do sistema de arrefecimento estará sempre limpa e manterá a temperatura ideal do motor sempre equilibrada.

Kilometragem ou horas de uso?

Atualmente existe uma “norma” ou quase isto com relação a quilometragem de cada carro ou motor quando se fala de troca de óleo.
Tal carro deve trocar o óleo do motor com 10.000km.!!!
Coloco toda minha experiência no mercado de reparação automotiva de quase trinta anos em discordar desta sistemática baseada em quilometragem rodada.
Vamos a alguns exemplos.
O Sr. José tem um Gol 2005, motor 1.6 e tem como roteiro básico com seu carro rodar 30% da quilometragem no trânsito urbano e os outros 70% em estrada. Analisando um dia de uso do seu caroo o motor funcionou aproximadamente 4 horas durante aquele roteiro.
O Sr. Antonio, com um carro semelhante, roda o inverso do Sr. José, ou seja 70% no uso urbano. Desta forma o motor de seu carro funciona, no anda e para do trânsito urbano, cerca de 8 horas.
Para ambos os casos no sistema de quilometragem a troca de óleo tem sido a mesma. Isto esta correto? Suponho que não.
Os veículos aéreos, os aviões, efetuam suas revisões e trocas de lubrificantes por horas de vôo. Fato semelhante ocorre com os grandes motores estacionários.
Da mesma forma os nossos veículos deveriam seguir esta regra básica.
Fato semelhante ocorre com determinados conjuntos de peças do carro.
Um filtro de ar tem sua vida útil na dependência exclusiva em relação aos locais onde o veículo roda. Se no trânsito urbano pesado, se em estradas asfaltadas ou se em estradas de terra. Tal fato ocorre também no sistema de embreagem.
Assim como os componentes da suspensão que se deterioram muito mais rapidamente quando o carro roda muito em ruas ou estradas esburacadas. Ou em locais de boa pavimentação quando eles têm uma vida útil muito maior.
O motorista cuidadoso deveria efetuar uma avaliação do uso de seu carro e seguir o conceito de “uso” e nunca de quilometragem. Desta forma ele terá um veículo com vida útil muito maior e estará economizando em benefício de seu bolso.

Serviços inúteis

Esta é uma cena é comum. Você leva seu carro a uma oficina e comumente ouve: 'É necessário efetuar a descarbonização do motor, pois a gasolina brasileira é muito ruim e danifica os componentes do motor'. 
Você, como a maioria dos proprietários e motoristas desconhecem o assunto e acredita naquela informação “técnica”, pensando nos benefícios para o carro e na sua economia futura. Ocorre que, se v. aceitar estes argumentos, estará jogando dinheiro fora. Estes serviços não são recomendados pelas montadoras a título de manutenção preventiva. Devem ser opções para corrigir um problema tecnicamente detectado, mas não para “evitar”. 
Com a modernização dos automóveis muitos mecânicos “criaram” serviços desnecessários para faturarem mais. Atualmente os carros tiveram uma evolução tecnológica muito grande e ficaram mais resistentes que os do passado. V. deve lembrar-se dos constantes problemas dos platinados, dos condensadores, das regulagens constantes, da troca de óleo a cada 3.000 km, etc., etc. Os motoristas mais novos desconhecem o condensador, o platinado e nem as bombas de combustível que constantemente estavam apresentando defeito. 
Os veículos atuais exigem muito menos manutenção. Entretanto é importante lembrar quando ela deve ser feita. Obrigatoriamente deve-se fugir do “mecânico da esquina”, pois seu carro necessita mão de obra qualificada e equipamentos eletrônicos de tecnologia sempre atualizada. Devido a isto as “oficinas de fundo de quintal” estão desaparecendo e dando lugar aquelas que se especializaram e investiram na mão de obra técnica e equipamentos modernos.
Consulte o manual do proprietário, veja quais os serviços recomendados pela montadora e utilize uma oficina em que v. confie e que disponha de equipamentos e mão de obra especializada para efetuar a manutenção preventiva necessária e correta ou reparo que seu veículo necessite. 

V. vai fazer a manutenção do seu carro antes das férias?

A atual conjuntura econômica não deve servir de desculpa para a falta de manutenção preventiva e dos elementos básicos de segurança do seu carro. 
Seu mecânico de confiança deve ser lembrado neste período pré-férias para efetuar uma revisão objetivando sua tranquilidade e segurança nas viagens que v. vai realizar.
Os problemas financeiros levam muitas pessoas descuidarem disto e muitas vezes o carro esta funcionando “bem”, dando-lhe a sensação de que a manutenção preventiva seria desnecessária. Isto é um engano. Deverão ser analisadas as condições em que se encontram o sistema de freios,  correias, suspensão, injeção eletrônica, sistema de arrefecimento, etc.
O custo disto é muito menor do que uma posterior reparação após o defeito aparecer além do que existe o comprometimento da segurança de toda sua família. Verifique alguns itens que devem ser analisados.
1.     Bateria e alternador.
2.     Faróis, lâmpadas, pisca, etc.
3.     Sistema de arrefecimento, eletroventilador, etc.
4.     Injeção eletrônica, fluidos, óleos e filtro.
5.     Filtros de ar, combustível, do ar condicionado, etc.
6.     Correias do alternador, do comando de válvulas, etc.
7.     Pastilhas, discos e lonas.
8.     Amortecedores, buchas e balanças.
9.     Pneus e rodas.
10.Sistema de escapamento.