Como funciona o sistema de refrigeração do motor do seu carro

Muitos motoristas já ouviram falar, já viram, ou foram vítimas mesmo, de um carro que o motor superaqueceu, ou seja, cuja temperatura do motor excedeu o padrão normal e parou de funcionar. O sistema de arrefecimento é que faz a refrigeração do motor. Poucos se dão ao trabalho de zelar para que esse sistema funcione corretamente e não o deixe na mão. Na prática a maior parte dos motoristas só pede para que o frentista do posto verifique o nível da água e isto não é o bastante. 
A maioria dos motores é refrigerada a água e possuem um sistema de circulação no qual a água percorre os dutos internos do motor efetuando a troca de calor. A água passa pelo bloco do motor e refrigera a parte metálica que se encontra com temperatura elevada, o líquido esquenta e vai para o radiador onde o água é resfriada. Esse sistema faz com que o motor mantenha uma temperatura estabilizada. Para se ter uma idéia das temperaturas internas do motor saiba que no momento da combustão a temperatura chega a 2.000°c  e na saída dos gazes resultantes da combustão gira em torno de 1.300°c .
O sistema de arrefecimento é composto pelos seguintes itens:
Radiador
É o componente constituído de uma colméia cuja finalidade é fazer a troca de calor da água aquecida pelo motor com o ar ambiente a fim de manter a temperatura do motor dentro níveis estabelecidos pelo fabricante.
Reservatório de água ou de expansão
O liquido de refrigeração do motor, normalmente se perderia por expansão ou evaporação, para evitar isso esse liquido é recolhido nesse reservatório de plástico semitransparente para possibilitar a visualização do nível. Desse modo, o sistema é mantido plenamente cheio e assim não requer reabastecimento constante de água, pois é um sistema de circuito selado.
Válvula termostática
Com o motor em funcionamento, ainda frio, o fluxo de água para o radiador fica temporariamente interrompido por uma válvula a fim de facilitar o aquecimento do cabeçote do motor. Em determinada temperatura, variável de acordo com o tipo de motor e combustível, a válvula se abre para que a água circule e retorne ao radiador. A válvula também trabalha para o sentido oposto, quando a temperatura externa é muito fria e o motor tende a esfriar abaixo do mínimo indicado pelo fabricante, fato que inevitavelmente aumenta o consumo de combustível. É totalmente desaconselhável a retirada desta válvula.
Eletroventilador
Trata-se de um ventilador movido pela eletricidade do carro destinado a criar um fluxo de ar através do radiador, principalmente quando o motor atinge certa temperatura para abaixar o calor da água. Ele pode ser acionado por um interruptor de temperatura (cebolão) ou pela unidade eletrônica de comando da injeção. Alguns veículos mais antigos contam com uma hélice, movimentada por correia pelo próprio motor.
Bomba d'água
A bomba faz circular o liquido de arrefecimento dentro do sistema de arrefecimento, ou seja, entre o motor o radiador, sendo acionada pela polia ligada ao virabrequim. Alguns motores contam com bombas elétricas.
Como cuidar do sistema de arrefecimento
É importante uma verificação periódica no reservatório de água do motor. Se tiver dúvidas onde encontrar o reservatório no habitáculo do motor, verifique o manual do proprietário. O ideal é que essa verificação visual seja feita com o motor frio, mas, se não for possível, evite abrir a tampa com o motor quente, pois o sistema é pressurizado e assim a água quente irá saltar se a tampa for aberta repentinamente. Se o nível estiver abaixo do mínimo, será preciso completar a água. Se possível não completar apenas com água, adicionando a proporção necessária do liquido de arrefecimento. No caso da água começar a baixar freqüentemente será preciso levar o carro ao seu mecânico de confiança para averiguar o sistema.
O sistema de arrefecimento deve ser inspecionado ao menos uma vez por ano fazendo a limpeza com o esgotamento de toda a água e analise de todas as mangueiras de borracha e suas abraçadeiras.  Ao efetuar essa rotina a água do sistema de arrefecimento estará sempre limpa e manterá a temperatura ideal do motor sempre equilibrada.

Kilometragem ou horas de uso?

Atualmente existe uma “norma” ou quase isto com relação a quilometragem de cada carro ou motor quando se fala de troca de óleo.
Tal carro deve trocar o óleo do motor com 10.000km.!!!
Coloco toda minha experiência no mercado de reparação automotiva de quase trinta anos em discordar desta sistemática baseada em quilometragem rodada.
Vamos a alguns exemplos.
O Sr. José tem um Gol 2005, motor 1.6 e tem como roteiro básico com seu carro rodar 30% da quilometragem no trânsito urbano e os outros 70% em estrada. Analisando um dia de uso do seu caroo o motor funcionou aproximadamente 4 horas durante aquele roteiro.
O Sr. Antonio, com um carro semelhante, roda o inverso do Sr. José, ou seja 70% no uso urbano. Desta forma o motor de seu carro funciona, no anda e para do trânsito urbano, cerca de 8 horas.
Para ambos os casos no sistema de quilometragem a troca de óleo tem sido a mesma. Isto esta correto? Suponho que não.
Os veículos aéreos, os aviões, efetuam suas revisões e trocas de lubrificantes por horas de vôo. Fato semelhante ocorre com os grandes motores estacionários.
Da mesma forma os nossos veículos deveriam seguir esta regra básica.
Fato semelhante ocorre com determinados conjuntos de peças do carro.
Um filtro de ar tem sua vida útil na dependência exclusiva em relação aos locais onde o veículo roda. Se no trânsito urbano pesado, se em estradas asfaltadas ou se em estradas de terra. Tal fato ocorre também no sistema de embreagem.
Assim como os componentes da suspensão que se deterioram muito mais rapidamente quando o carro roda muito em ruas ou estradas esburacadas. Ou em locais de boa pavimentação quando eles têm uma vida útil muito maior.
O motorista cuidadoso deveria efetuar uma avaliação do uso de seu carro e seguir o conceito de “uso” e nunca de quilometragem. Desta forma ele terá um veículo com vida útil muito maior e estará economizando em benefício de seu bolso.

Serviços inúteis

Esta é uma cena é comum. Você leva seu carro a uma oficina e comumente ouve: 'É necessário efetuar a descarbonização do motor, pois a gasolina brasileira é muito ruim e danifica os componentes do motor'. 
Você, como a maioria dos proprietários e motoristas desconhecem o assunto e acredita naquela informação “técnica”, pensando nos benefícios para o carro e na sua economia futura. Ocorre que, se v. aceitar estes argumentos, estará jogando dinheiro fora. Estes serviços não são recomendados pelas montadoras a título de manutenção preventiva. Devem ser opções para corrigir um problema tecnicamente detectado, mas não para “evitar”. 
Com a modernização dos automóveis muitos mecânicos “criaram” serviços desnecessários para faturarem mais. Atualmente os carros tiveram uma evolução tecnológica muito grande e ficaram mais resistentes que os do passado. V. deve lembrar-se dos constantes problemas dos platinados, dos condensadores, das regulagens constantes, da troca de óleo a cada 3.000 km, etc., etc. Os motoristas mais novos desconhecem o condensador, o platinado e nem as bombas de combustível que constantemente estavam apresentando defeito. 
Os veículos atuais exigem muito menos manutenção. Entretanto é importante lembrar quando ela deve ser feita. Obrigatoriamente deve-se fugir do “mecânico da esquina”, pois seu carro necessita mão de obra qualificada e equipamentos eletrônicos de tecnologia sempre atualizada. Devido a isto as “oficinas de fundo de quintal” estão desaparecendo e dando lugar aquelas que se especializaram e investiram na mão de obra técnica e equipamentos modernos.
Consulte o manual do proprietário, veja quais os serviços recomendados pela montadora e utilize uma oficina em que v. confie e que disponha de equipamentos e mão de obra especializada para efetuar a manutenção preventiva necessária e correta ou reparo que seu veículo necessite. 

V. vai fazer a manutenção do seu carro antes das férias?

A atual conjuntura econômica não deve servir de desculpa para a falta de manutenção preventiva e dos elementos básicos de segurança do seu carro. 
Seu mecânico de confiança deve ser lembrado neste período pré-férias para efetuar uma revisão objetivando sua tranquilidade e segurança nas viagens que v. vai realizar.
Os problemas financeiros levam muitas pessoas descuidarem disto e muitas vezes o carro esta funcionando “bem”, dando-lhe a sensação de que a manutenção preventiva seria desnecessária. Isto é um engano. Deverão ser analisadas as condições em que se encontram o sistema de freios,  correias, suspensão, injeção eletrônica, sistema de arrefecimento, etc.
O custo disto é muito menor do que uma posterior reparação após o defeito aparecer além do que existe o comprometimento da segurança de toda sua família. Verifique alguns itens que devem ser analisados.
1.     Bateria e alternador.
2.     Faróis, lâmpadas, pisca, etc.
3.     Sistema de arrefecimento, eletroventilador, etc.
4.     Injeção eletrônica, fluidos, óleos e filtro.
5.     Filtros de ar, combustível, do ar condicionado, etc.
6.     Correias do alternador, do comando de válvulas, etc.
7.     Pastilhas, discos e lonas.
8.     Amortecedores, buchas e balanças.
9.     Pneus e rodas.
10.Sistema de escapamento.

V. sabe corretamente como funciona o seu “flex”?

A maioria dos motoristas adquire hoje um carro flex sem saber corretamente sobre seu funcionamento.
O sistema flex ou bicombustível foi criado com o objetivo de utilizarmos energia anti poluente e estes veículos estão, definitivamente, tomando conta do mercado. Desde que foram lançadas em 2003, mais de 500 mil unidades foram comercializadas o que comprova que o flexfuel chegou para ficar.
Um dos componentes do carro chamado de sonda lambda, instalado no escapamento do motor, informa a “centralina” eletrônica, juntamente com os sensores de temperatura, velocidade, rotação, etc., o tipo de combustível ou a mistura está sendo usada, monitorando o combustível injetado na câmara de combustão.
Com as informações reunidas, a centralina adéqua o fluxo de combustível que será injetado, ajusta a mistura ar-combustível e gerencia o momento em que a vela soltará a faísca para a queima da mistura.
Assim o sistema em fração de segundo se adapta automaticamente administrando, através do bico injetor, tempo e quantidade de combustível necessário para o perfeito funcionamento do motor.
Seja qual for o combustível, gasolina ou etanol ou a mistura de ambos, não compromete e nem “vicia” o carro no seu uso, propiciando ao motorista utilizar o que mais lhe convém.
Nos veículos mais modernos nem o “tanquinho” de gasolina, para auxiliar a partida do motor em temperaturas abaixo de 20º, esta sendo mais instalado. Quando houver este “tanquinho” supra-o com uma pequena quantidade de gasolina para evitar sua oxidação ou envelhecimento. Nos dias muito frios eventualmente o motor pode custar um pouco mais a funcionar, o que é normal.
Os veículos “flex” tem as peças que entram em contato com o combustível fabricadas com materiais especiais para suportarem a corrosão do etanol, o que lhe dão uma vida útil idêntica aquelas dos carros somente a gasolina.
É desaconselhável a transformação de um carro à gasolina em “flex”, pois certamente, ao longo do tempo, a vida útil destes componentes será muito comprometida.
Sugere-se, para os veículos “flex” a utilização de combustível não aditivado, pois os aditivos para gasolina são diferentes daqueles utilizados no etanol. Se v. estiver usando somente um deles de forma pura, ou seja sem misturar, a aditivada tem componentes que auxiliam a limpeza do sistema, porem não alteram o desempenho do motor.

O motor “flex” necessita dos mesmos cuidados dos modelos a gasolina em relação à manutenção preventiva: trocar lubrificantes e filtros regularmente, além de abastecer com combustível de boa procedência.
Os motores “flex” sempre apresentam uma ligeira diferença a mais em sua potencia quando utilizado somente com o etanol, o que ocorre também quando este carro recebe uma adaptação para uso do GNV.






Manutenção corretiva ou preventiva?



Seu carro apresenta um defeito. O que fazer? É evidente que v. vai efetuar o que chamamos de manutenção corretiva, ou seja, corrigir um defeito que ocorreu. E isto normalmente acontece quando v. mais necessita do seu transporte pessoal. Este fato é quase uma “tradição” do motorista brasileiro que não possui o hábito de efetuar a manutenção preventiva, cujo valor agregado é, sem sombras de dúvidas, muito menor financeiramente e evita o transtorno de pega-lo de surpresa em determinado momento. Isto sem falar que nesta manutenção são corrigidos “futuros” defeitos cujo reparo, ao ocorrerem, trariam um prejuízo muito maior.
Injustificadamente a “falta de tempo” é a vilã da estória.
Há motoristas que alegam falta de tempo para deixar o veículo na revisão, outros afirmam que suas seguradoras lhe enviarão um socorro mecânico "gratuito" em caso de pane e há aqueles que acham que, enquanto o veículo estiver rodando, é sinal que está tudo bem.
O que a maioria desconhece é que, além dos transtornos que um defeito pode causar, ficar parado sabe-se lá onde, enquanto aguarda o socorro mecânico é um risco desnecessário e que pode ser evitado.
A falha de um único componente pode causar danos em um conjunto ou sistema completo. Veja o exemplo: O filtro de combustível impede que impurezas contidas no combustível ou mesmo no tanque cheguem às válvulas injetoras. Quando o intervalo de troca recomendado pelo fabricante não é observado, a saturação do filtro passa a  exigir da bomba de combustível uma corrente elétrica acima da ideal. A bomba trabalhando forçada pela sobrecarga tende a se queimar, imobilizando o veículo. Vale lembrar que o custo de um filtro é dezenas de vezes inferior ao de uma bomba de combustível elétrica.
Com a manutenção preventiva é possível fazer um planejamento dos gastos com base na quilometragem percorrida mensalmente. Seu mecânico de confiança pode determinar com você quais são as prioridades de manutenção naquele momento, ou seja, o que realmente precisa ser substituído de imediato, ou apenas ajustado e o que pode esperar mais alguns quilômetros ou alguns meses.
Se você possui o manual do veículo essa tarefa fica ainda mais fácil, pois a montadora já fez o plano de manutenção para o seu carro, bastando seguir as orientações do manual.


FREIO: SEGURANÇA EM PRIMEIRO LUGAR
O freio é um dos itens mais importantes na manutenção do seu carro. Hoje os sistemas de freio são mais confiáveis pois possuem circuito duplo, porem, para seu perfeito funcionamento depende que o usuário execute periodicamente revisões. Sempre que possível o manual do proprietário deve ser seguido no que diz respeito a estas manutenções.
Discos e/ou tambores, pastilhas, fluídos e mangotes necessitam de ser periodicamente verificados. Esta freqüência dependerá das condições de uso do veículo, da forma como é conduzido e principalmente do piso onde roda.Quando as pastilhas de freio estiverem para ser trocadas é importante verificar o desgaste dos discos de frenagem. Se houve atrito da sapata de ferro das pastilhas com o disco será necessário a troca dos discos. Mesmo que não tenha havido este atrito sua espessura deverá ser medida, observando-se aquela indicada pela montadora do veículo em seu manual.
No caso dos tambores de freio é recomendável sua retífica quando for efetuada a troca das lonas.
O fluido de freio
é higroscópico, ou seja, absorve água do meio ambiente. Devido a isto ele passa a corroer parte do sistema de frenagem, além de que a água que o está contaminando se espande reduzindo sua capacidade de frear. Ele deve ser substituído a cada 30.000 km ou após um ano de uso, por um que atenda as exigências e especificações da montadora.
Observe no painel do seu carro a luz indicadora do freio. Se estiver acesa constantemente é porque seu sistema está com um possível vazamento.
Nunca sobrecarregue seu carro acima da capacidade estipulada pelo fabricante pois acarretará num esforço extra do sistema de freios.
Utilize, na reposição, sempre pastilhas, fluido ou lonas originais ou de fabricante de primeira linha.
Não deixe de solicitar seu mecânico de confiança que faça uma manutenção preventiva pelo menos duas vezes ao ano.

Jamais se esqueça de que sua vida, de seus familiares e de outras pessoas dependem de um sistema de freios funcionando perfeitamente.



QUER REDUZIR OS GASTOS COM A MANUTENÇÃO DO SEU CARRO?

A grande maioria dos motoristas não sabe que alguns hábitos tendem a reduzir a vida útil de alguns componentes de seu carro o que fatalmente aumentará os custos de sua manutenção. Sugerimos algumas recomendações que v. deveria considerar.

· Não existe necessidade de “esquentar” o motor antes de movimentar o carro. A bomba injeta o óleo lubrificante assim que o motor começa a funcionar lubrificando todas as suas partes móveis.

· Não permita que o motor funcione em baixa rotação quando o veículo estiver com uma marcha alta, por exemplo, 4ª ou 5ª. A tendência é ocorrer trancos, comprometendo todo o conjunto de tração e o próprio motor.

· A utilização do “ponto morto” em uma descida, além de perigoso, aumenta consideravelmente o consumo de lonas e pastilhas. Mantenha o carro engrenado de forma a reduzir a velocidade adequada naquele local.

· Os veículos que possuem catalisador não devem ser acelerados antes de desligar o motor, porque a gasolina não queimada poderá explodir dentro dele danificando seus componentes internos. Nos veículos sem catalisador também não justifica este ato.

· O limite de passageiros ou de carga deve ser sempre respeitado, pois além de aumentar o consumo de combustível, provoca desgaste prematuro em diversos componentes do veículo inclusive dos pneus.

· A pulverização na parte inferior dos veículos com óleo de mamona ou outro líquido além de desnecessário e prejudicial às borrachas serve somente para acumular poeira e sujeita.

· Verifique o nível do óleo do motor frequentemente e se for necessário completá-lo nunca ultrapasse o nível marcado na vareta, o que seria prejudicial a alguns componentes do motor. Lembre-se que a cor escura do óleo é normal devido o detergente que o compõe e seu nível deve ser verificado com o motor frio.

· O pedal de embreagem deve ser utilizado somente no momento de passagem das marchas e não deve ser utilizado como apoio do pé, caso contrário haverá um desgaste prematuro do conjunto de embreagem. Da mesma forma não mantenha o veículo seguro em uma subida através da embreagem, pois para isso existe o sistema de freio, pedal e de mão.

· Aumente a vida útil dos componentes da embreagem mantendo seu veículo em ponto morto ao parar, principalmente junto ao sinal de trânsito.

· Ao se aproximar de um sinal ou local onde vai parar, mantenha a marcha engatada, retirando o pé do acelerador para ajudar a reduzir a velocidade, economizando os componentes dos freios.

· Quando o veículo atingir a velocidade que v. deseja reduza a pressão do pé no acelerador com isto v. vai economizar combustível.

· Evite fazer seu veículo pegar no "tranco", pois poderá ocorrer a queima de combustível dentro do catalisador danificando seus componentes.

· Quando necessitar fazer uma transferência de carga para sua bateria, a famosa “chupeta”, tenha cuidado de não inverter a posição dos cabos em relação a polaridade. Caso isto ocorra a “centralina” que comanda o sistema eletrônico do carro será danificada.

· Reduza o consumo de combustível “passando” as marchas no tempo certo e evitando esticá-las em demasia, o que pode deteriorar componentes do motor. Dirigir com os vidros fechados, além de proporcionar segurança também reduz o consumo de combustível.

· A maioria dos equipamentos de som tem uma senha de segurança. Procure mantê-la em local seguro caso necessite desligar a bateria do carro.

· Siga corretamente o manual do seu carro e efetue as revisões periódicas ali recomendadas com o seu mecânico de confiança. 

V. JÁ PASSOU POR ISTO?

Problemas com o sistema de ignição do seu carro, como velas e cabos de ignição, podem deixar você na rua. São peças baratas mas que comprometem o funcionamento do motor e podem ocasionar uma situação de risco, por isso faça sempre a manutenção preventiva. Dificuldades na partida, falhas nas acelerações e retomadas, aumento do consumo de combustível, perda de potência, são alguns dos muitos sintomas do mau funcionamento do sistema de ignição do seu carro.Estes sinais indicam que é hora de levá-lo para uma revisão preventiva na sua oficina de confiança. Um dos componentes que provavelmente deverá ser substituído é o conjunto de velas de ignição. O papel das velas é produzir faíscas elétricas geradas pelos eletrodos que ficam em suas extremidades, dentro da câmara de combustão. Estas faíscas são as responsáveis pela queima da mistura oxigênio-combustível, que gera a energia necessária para o trabalho do motor e, conseqüentemente, para a movimentação do veículo.Seu mecânico verificará o estado das velas e medirá a resistência dos cabos de ignição, que são responsáveis pela condução da energia gerada pela bobina. Vários fatores contribuem para o desgaste das velas. Os mais comuns são os combustíveis adulterados, que encurtam a vida útil destes componentes e podem provocar, entre outros problemas, superaquecimento das peças e carbonização dos eletrodos.Filtros de ar sujos podem alterar a mistura estequiométrica (combustível X ar) prejudicando a vida útil das velas. Outro fator que também contribui para a perda de eficiência das velas são os bicos injetores sujos e com mau funcionamento. Estes problemas podem ocasionar um aumento do consumo de combustível e do nível de emissão de poluentes, além de gerar falhas no sistema de ignição.Recomenda-se verificar qual é a vela de ignição correta para o motor do seu veículo quando for efetuar a sua troca, tanto para motores flex, como a gasolina ou a álcool. Consulte o manual da montadora do veículo ou a tabela de aplicação dos fabricantes das velas. O uso de uma vela inadequada pode causar grandes danos no motor do seu carro. A manutenção preventiva em oficinas mecânicas com profissionais especializados, bem como abastecer em postos de confiança são as melhores formas de evitar problemas e danos no motor conseqüentemente, garantir mais segurança, além de contribuir para a redução de emissões.